[Resenha] Sonata de Auschwitz


Livro: Sonata em Auschwitz
Autora: Luize Valente
Páginas: 376
Ano: 2017
Comprar: Físico


Sinopse: Um bebê nascido nas barracas de Auschwitz-Birkenau, em setembro de 1944. Uma sonata composta por um jovem oficial alemão, na mesma data, também em Auschwitz. Duas histórias que se cruzam e se completam. Décadas depois, Amália, jovem portuguesa, começa a levantar o véu de um passado nazista da família a partir de uma partitura que lhe é revelada por sua bisavó alemã. A dúvida de que o avô, dado como morto antes do fim da Segunda Guerra, possa estar vivo no Rio de Janeiro, a leva a atravessar o oceano e a conhecer Adele e Enoch, judeus sobreviventes do Holocausto. A ascensão do nazismo na Alemanha, culminando na fatídica Noite dos Cristais, a saga dos judeus húngaros da Transilvânia, os guetos na Hungria e Romênia, os trens para Auschwitz, os mistérios acontecidos no campo de extermínio da Polônia e o pós-guerra numa casa cheia de segredos num lago de Potsdam oferecem os trilhos que Amália percorrerá para montar o quebra-cabeça."Com descrições de tirar o fôlego e diálogos que revelam o que há de melhor e mais cruel no ser humano, ninguém ficará indiferente ao ouvir esta Sonata em Auschwitz." (Francisco Azevedo, escritor)Luize Valente é uma escritora cujas tramas nascem de sua imaginação privilegiada e ganham corpo com pesquisa histórica rigorosa e pesquisa de campo. Elaborada com extrema sensibilidade e riqueza investigativa, sua narrativa envolve o leitor em mistério, suspense e profundos sentimentos e sensações."Sonata em Auschwitz" (2017) é o terceiro romance histórico da autora, depois de "O Segredo do Oratório" (2012) e "Uma Praça em Antuérpia" (2015), todos publicados pela Editora Record. Traz uma instigante história saída do campo de extermínio nazista, uma saga em pleno Holocausto. Em tempos extremos, reflete também sobre os erros que se repetem, os preconceitos que permanecem, as guerras que nunca acabam e os atos de resistência e a arte que sempre surgem em meio aos escombros.CURIOSIDADES1) Este romance é uma ficção baseada em fatos históricos, dados reais e depoimentos de sobreviventes. A autora teve um encontro marcante com a sobrevivente judia Maria Yefremov, hoje com mais de 100 anos, vivendo no Rio de Janeiro, e desse encontro partiu a inspiração para a escrita da ficção. Maria teve um bebé em Auschwitz em 1944 e nunca soube o que aconteceu com ele.2) A Sonata que dá título ao romance ganhou forma no plano real enquanto o livro era escrito. O sobrinho da autora, o jovem maestro Antonio Simão, compôs a “Sonata para Haya” tendo a mesma idade do personagem Friedrich, 24 anos. Um instigante diálogo entre ficção e realidade. 3) Como surpresa para o leitor mais atento, existe uma misteriosa ligação deste novo romance com o anterior, "Uma Praça em Antuérpia".

Conheceremos a história de duas famílias que irão se cruzar durante e pós guerra, por conta de Friedrich Schmidt.
Seu pai era um dos "babões" de Hitler e Friedrich foi convocado para ser piloto porém, devido a um acidente ele foi proibido de pilotar e acabou tendo que trabalhar em terra.
Mas, por trás do capitão existe um homem bondoso e apaixonado pela música, com uma família que ele pouco convive e seu filho Hermann pouco sabe sobre o pai.


"Não são as coisas que poderiam ter sido diferentes, são as pessoas... As pessoas é que poderiam ter sido diferentes!"

Hermann não tem contato com sua vó Frida e sente vergonha de seu pai, saiu da Alemanha aos 5 anos e foi morar em Portugal, casou-se, formou-se me direito, lutou contra o regime de Salazar e nunca falou do seu passado para os seus filhos Amália e Miguel.
Só que Amália escuta uma ligação dele com sua bisvaó Frida e fica curiosa sobre seu passado, sobre  que aconteceu a seu avô.
Quem foi Friedrich? O que ele fez?
Paralelo a isso, iremos conhecendo a história de Adele, uma jovem judia que tinha uma vida agradável antes de Hitler, seu pai era médico e ela vivia uma vida feliz, mas quando as perseguições começaram sua vida ficou recheada de perdas, porém antes de ser enviada para os campos de concentração ela casou e ficou grávida.
E é ainda durante a gravidez que ela e sua família será levada para Auschwitz e terá uma vida de  tristeza, fome, desespero, medo e dor. Mas a jovem Adele carrega em seu vente uma criança e isso faz com que ela não perca as esperanças.


"Se existiu Auschwitz, é sinal de que Deus não existe."Só havia duas formas de se ter estado lá. Como prisioneiro ou como algoz."

O livro irá intercalar entre o presente de Amália e suas buscas por respostas, o passado de Friedrich contada em alguns momentos por Frida e a vida de Adele que deu a luz a sua filha Haya dentro de Auschwitz e nunca perdeu as esperanças.
O que aconteceu a Adele? A Haya? Ao Friedrich? Por que Hermann afastou-se da família? O que Amália sente ao conhecer a sua verdadeira história? O verdadeiro passado da sua família?


"O ser humano não quer saber o que de fato acontece na guerra. Se quisesse mesmo, aprenderia e não repetiria. Cada guerra é enterrada quando começa outra para fazer esquecer a que antecedeu. O passado vira História. Cada geração vive batalhas presentes ou guerras pessoais."

São algumas perguntas que serão respondidas no decorrer da leitura dessa história emocionante e envolvente que me fez chorar em vários momentos.


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